Luca começou a correr de kart aos 7 anos. Na época, o Ceará vivia um vazio no esporte: o Kartódromo do Eusébio, principal palco do estado, tinha fechado alguns anos atrás, e não existia categoria Mirim em atividade por aqui.
Não tinha pista, não tinha categoria — mas tinha vontade. Enquanto não dava para ir a pistas maiores, o treino era no Kart Mônaco, uma pista menor, mas importantíssima para o desenvolvimento: foram literalmente milhares de voltas só no primeiro ano de acesso ao kart. Em 2024, a família foi uma vez ao Kartódromo Internacional Paladino, em Conde, na Paraíba, com um kart alugado, só para testar: ver se Luca levava jeito em um kartódromo profissional. O resultado foi bom o suficiente para decidirem ir além — e em 2025 o Luca disputou duas etapas por lá.
No ano passado, o kart cearense começou a respirar de novo, com a volta da Copa Fortaleza de Kart no Kartódromo Marcelino, em Morada Nova. Neste ano, o movimento engrenou de vez: o Campeonato Cearense de Kart voltou a ser disputado, agora no KartClube Premium, em Caucaia.
Hoje Luca não precisa mais atravessar estado para competir — e lidera dois campeonatos ao mesmo tempo, em casa. Essa é a história por trás do número 30.